Blogging açoriano
A tourada à corda realizada na Lagoa deu nas vistas. Primeiro de Paulo Ribeiro, no Arkipelago (http://arkipelago.blogspot.com): "Ao fim de uma semana, o regresso. E nada melhor para recomeçar do que uma tourada à corda realizada na ilha de São Miguel, com direito a notícia televisiva, e destacando-se a presença do presidente da câmara da Lagoa e do Director Regional do Desenvolvimento Agrário - Joaquim Pires. Se dúvidas existissem quanto à forma como este governo se propagandeia, ficam as imagens. Ou não fosse o jornalista de serviço, o senhor JSF – João Soares Ferreira, antigo responsável pelo gabinete da propaganda regional. Que é como quem diz, o GaCS…"



D
epois por Tibério Dinis no In Concreto (http://inconcreto.blogspot.com/): "Tesourinho deprimente do dia, a notícia sobre a Tourada à Corda na Lagoa - São Miguel - nada contra a realização da referida tourada na Ilha Verde, aliás apoio completamente, é uma festividade com inúmeros adeptos e o sucesso é ditado pela forma como o povo recebe tais eventos e pelas imagens poderá começar-se a pensar no calendário de touradas em São Miguel. Triste sim foi a figura do Senhor que dá voz à reportagem, com todo o respeito pelo dito Senhor, a partir do minuto e trinta do vídeo temos a oportunidade de ouvir um infeliz ensaio de piada entre o absurdo e o bairrista, que acaba por cair no ridículo. Não é de admirar que as audiências da RTP/Açores estejam ao nível que estão, nem tão pouco a forma como no continente a estação regional é adjectivada."

G
uilherme Marinho, no Chá Verde (http://chaverde.blogspot.com/), fala de política: "Segundo "fontes" do Diário Insular, Berta Cabral encabeçará a lista do PSD/A, por São Miguel, o segundo lugar deverá ser ocupado por uma personalidade independente, enquanto José Manuel Bolieiro e António Marinho se lhes seguirão. Além disso, manter-se-ão as candidaturas dos actuais Deputados, Sérgio Ferreira (Santa Maria), Aires Reis e Mark Marques (São Jorge), Costa Pereira (Faial), Luís Silva (Graciosa), António Gonçalves (Flores) e José Nunes (Corvo). Ou seja, diferente, diferente, parece ser, mesmo, não haver coligação. Aguarda-se o Programa..."

E
no mesmo tom: "A Comissão Política Regional do CDS/PP/A, "órgão responsável pela execução da orientação política do Partido", após reunião para preparação das eleições legislativas regionais, consegue anunciar uma evidência: "Artur Lima, é o primeiro candidato do partido às eleições de Outubro pelo novo círculo de compensação regional", e dois plágios: "a criação, na ilha do Faial, de um "Aquário Regional" (proposta avançada pelo Presidente do Governo em 2007) e "a produção de hidrogénio para exportação" (proposta avançada pelo PSD/A, nas regionais de 2004 e nas autárquicas de 2005). Contado ninguém acredita!"
N
o Entramula (http://entramula.blogspot.com/), Francisco faz um recorte de imprensa: "Talvez envergonhados com a sua nova cara, resultado do tratamento de choque que sofreram às mãos da Câmara Municipal de Ponta Delgada, os Poços de São Vicente mudaram-se para a costa sul da ilha de São Miguel, tentando passar incógnitos entre as Praias das Milícias e do Pópulo. Pelo menos é o que nos informa o insuspeito semanário Expresso, no mapa distribuído com a sua edição de sábado passado"...

N
o Fiat Lux... (http://fiatluxcarpediem.blogspot.com/) é feita uma descrição de voo: "Quando o passageiro do voo das 8h15 de hoje (18 de Julho) PDL-LIX chegou ao aeroporto João Paulo II (às 7h15) ficou satisfeito; o "aparelho" já tinha chegado, pelo que o voo iria sair a horas. Mas não. Primeiro, a SATA decidiu mudar a porta de embarque. Depois o tempo foi passando... Cerca das 8h08, a equipa de limpeza abandonava o "aparelho". Às 8h10 anunciava-se pelos altifalantes que o voo sairia às 8h25 "devido à chegada tardia do aparelho". MENTIRA, como já vimos. Às 8h15, uma carrinha do estabelecimento prisional de P. Delgada estacionava junto ao "aparelho" e dela saíam três indivíduos, provavelmente um preso e dois guardas (que haveriam de sentar-se na última fila). Às 8h16 deu-se início ao embarque. O nosso passageiro ao chegar ao seu assento deparou logo com papéis pelo chão, sinal de que a limpeza fora feita à pressa e com pouco cuidado. Às 8h40 uma das hospedeiras fala aos passageiros, diz quanto tempo vai demorar a viagem, deseja um "pleasant flight"... e não pede qualquer desculpa pelo atraso. Às 8h45, o Airbus A-320 "S.Jorge" descola. O atraso é de cerca de meia-hora, perfeitamente desculpável, em outras circunstâncias. Decorridos 50 m desde o início da viagem é a vez do comandante falar aos passageiros. Que o tempo em rota está bom, que à chegada a Lisboa serão tantas horas , uma hora a mais que em P. Delgada, que a temperatura será de tantos graus... ah... "pedimos desculpa pelo atraso... que se ficou a dever à chegada tardia do aparelho". MENTIROSO! A viagem foi agradável. A chegada a Lisboa foi pelas 11h40 (10h40 hora dos Açores). E agora pergunto eu, havia alguma necessidade de mentir aos passageiros? Estamos todos fartos de fazer viagens com atrasos de meia-hora ou bastante mais. Mas ainda mais fartos da desculpa, que nada desculpa, da "chegada tardia do aparelho". É que o aparelho é da Sata, não é nosso. E se o "aparelho" chega, quando chega, tardiamente, deve-se à gestão que a Sata faz da sua frota!"
N
o Foguetabraze (http://www.fogotabrase.blogspot.com/) Nuno Barata fala da estrada Lagoa-Ribeira Grande com título sobre o espectáculo da Quinta do Bill: "Se há obra pública cuja utilidade e necessidade tenho sérias dúvidas, esta é uma delas. Manifestei-o em tempos e repito-o agora que a mesma se vai inaugurar com direito a foguetório e concerto musical, mesmo sabendo que quem a vai pagar, literalmente, são as gerações vindouras. As mesma gerações que vão pagar o caro preço do desenvolvimentismo assente em betão, aço e na delapidação do património natural regional. Já nem falo no custo ambiental, esse é dificilmente quantificável e também já sabemos que o primeiro Governo a criar uma secretaria regional para o ambiente, é aquele que maiores atentados ambientais tem perpetrado, tudo isso sobre o olhar de "carneiro mal morto" dos activistas de outros tempos. Num futuro muito próximo, o modelo de mobilidade dos Açorianos (Micaelenses em especial) terá que ser alterado, não há riqueza gerada nestas Ilhas que aguente, sistematicamente, a manutenção artificial dos preços dos combustíveis derivados do petróleo. Lisboa, segundo dados recentes da estradas de Portugal, já está a receber menos 60.000 carros por dia, redução essa que é atribuída ao elevado custo com os combustíveis e manutenção das viaturas, isso associado à recessão da economia que reduz o volume de transportes de mercadorias e bens. Nos Açores a tendência é igual. Mas, mesmo que não seja, admitamos, o tráfego hoje gerado entre os Concelhos de Lagoa e Ribeira Grande é, praticamente inexistente e tendencialmente para reduzir ainda mais, a lagoa transforma-se, aos poucos num dormitório de Ponta Delgada e numa extensão da mesma. Pensar que o tráfego entre Ponta Delgada e Ribeira Grande se vai mudar para a nova estrada é um erro, ou um sonho, mas não vai. Admito que no início, por ser novidade, alguns automobilistas o farão. Contudo, rapidamente perceberão que a viagem se torna não só mais longa como proporcionalmente mais cara, isso embora possa ser mais rápida. Neste caso, tempo não é dinheiro, é custo com combustível, um bem cada vez mais caro e escasso. Fui defensor duma intervenção profunda na actual estrada que liga Ponta Delgada à Ribeira Grande, o meio de comunicação mais importante dos Açores, onde passam mais mercadorias do que nos navios da Mutualista, Transinsular e Boxline juntos, foi um erro, grosseiro, não optar por essa solução."

N
o :Ilhas (http://www.ilhas.blogspot.com/) Alexandre Pascoal fala de cultura: "8333: Importa fixar tal valor porque ele devolve uma curiosíssima questão a todos os que, dos mais diversos quadrantes, gostam de lançar insinuações sobre o "escândalo" dos dinheiros que se gastam com as actividades artísticas em Portugal (...). Mais concretamente, vale a pena também perguntarmo-nos: que significa o facto de, no Portugal de 2008, um salário mínimo, 426 euros, render (num mês) cerca de 5 por cento daquilo que o seleccionador nacional ganha (num dia)?

N
o Pontas Negras (http://pontasnegras.blogspot.com/), Judite Jorge diz: "Porque somos contra AFRICOM e campo de treino de caças nos Açores: Por uma questão de simbologia, também; De espiritualidade colectiva do povo açoriano; Amamos a Paz; Não queremos nos nossos ares o ronco de aviões de morte; Nem nas nossas ilhas devemos abrigar actividades que tenham a guerra por objectivo; Tão simples quanto isto."

N
o Mau Tempo no Jornal (http://www.mautemponojornal.blogspot.com/), é dito: "Num interessante exercício imaginativo de futurologia, o órgão oficioso do PS Açores convidou nove bloggers açorianos do sistema para imaginar as ilhas de bruma dentro de vinte anos. Pelo resumo disponível on-line, ocorreu o centralismo costumeiro: nenhum se terá pronunciado sobre as ilhas de "coesão" — essas, sim, com um futuro pouco risonho pela frente. A desertificação acelerada, a incorrecta estratégia de obras públicas, o encarecimento dos transportes de pessoas e mercadorias, o elevado custo de vida e a falta de soluções económicas para o desemprego fará com que, dentro de duas décadas, as ilhas menores sejam pouco mais do que rochedos habitados administrativamente para efeitos de manutenção de soberania. E, espera-se, com uma mão cheia de insanos resistentes"...

E
outra: "Decorre na ilha dos coriscos, por estes dias, uma conferência dedicada a Franklin D. Roosevelt, estadista americano que, como poucos, compreendeu a importância vital das ilhas de bruma na geoestratégia euro-atlântica. Mérito de Mário Mesquita, proeminente académico e ex-jornalista açoriano, dedicado agora às funções de "programador cultural" da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Aplauda-se a iniciativa. Mas convém lembrar que nunca a simbiótica relação entre as ilhas de bruma e a pátria que acolhe, em sentido lato, um milhão dos seus nativos esteve tão depauperada. Resume-se a um caduco acordo de cedência da base das Lajes, a necessitar de ser renegociado; e umas visitas de responsáveis governamentais, sempre folclóricas, à diáspora. As ilhas azóricas só teriam a ganhar com um verdadeiro intercâmbio de culturas, competências, conhecimentos com a civilizada (e açorianizada) região da Nova Inglaterra.
Enquanto esse esforço bilateral permanece ausente, assistamos a conferências que nos recordam como o arquipélago poderia ser, de veritas, relevante"...

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Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-23 11:49:03
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