Raparigas dominam nos exames e nas provas acima dos 18 valores...
Quando se contabiliza a totalidade de exames de alunos internos, a posição da Antero de Quental não é das melhores – 44,66% de negativas, quando a melhor escola se fica pelas 34,33%. Mas quando se procuram os "cránios" o caso muda relativamente de figura.
Não que a Antero de Quental tenha tido muitos 20s – na realidade, não teve nenhum dos 7 que a Região conseguiu este ano ao nível dos alunos internos, e aí já está a perder. No campeonato dos "20s", S. Roque do Pico e as Laranjeiras, cada uma com 2, e a Domingos Rebelo, a Lagoa e a Praia da Vitória, cada uma com 1, têm a dianteira.
Mas a verdade é que a partir dos 18 valores não há razão para o aluno não ser considerado "crânio". E quando se alarga o critério, as coisas mudam. Nos Açores houve este ano 180 alunos que atingiram essa média, o que representa apenas 3,7% de todas as provas. Um dado curioso: trata-se exactamente a mesma percentagem que existe a nível nacional (foram 13.612 notas a partir de 18, para um total de 367.760 provas, embora contabilizando todas as provas e não apenas as dos alunos internos; quando o fazemos, os Açores perdem: apenas 3,24% das provas foram acima dos 18 valores).
O facto é que a Antero de Quental teve 7,16% das provas acima desse valor mágico – o que é o maior valor regional. Segue-se a Tomás de Borba (na Praia da Vitória), com 6,8%, a Secundária de S. Roque do Pico com 6,45%. Só a seguir é que voltam a entrar escolas de S. Miguel: a Domingos Rebelo com 5,13% e as Laranjeiras com 4,66%.
Quando se cruzam os crânios com as provas positivas, o cenário muda novamente de figura: de entre as positivas, a escola que tem mais 18s é a de S. Roque do Pico, seguindo-se a Secundária Tomás de Borba e só depois a Antero de Quental. O ranking muda, mas as "3 mais" são as mesmas – de resto, estas são as únicas 3 escolas que têm mais de 10% das provas positivas acima dos 18 valores.
Houve apenas 2 provas de alunos com 19 anos neste pelotão e 3 com 18. E como que a querer provar que quando se é inteligente é-se desde miúdo, os números não deixam mentir: a esmagadora maioria das provas pertenceu a miúdos com 17 anos de idade 69%), enquanto que os restantes 28% foram de alunos com apenas 16 anos de idade.
Mas há também o acentuar de uma tendência que pode ser considerada estranha: é que apesar de haver mais ou menos o mesmo número de rapazes e de raparigas na população, os exames estão já claramente dominados pelo sexo feminino - quer em número de provas totais quer na percentagem de crânios.
Este ano, das 4.869 provas de alunos internos, 62,9% foram realizadas por raparigas – uma taxa de mais ou menos 2 em cada 3 provas. Essa tendência até aumenta ligeiramente em termos da percentagem de crânios: 63,3% das provas com mais de 18 foram feitas por raparigas.
A este nível, os rapazes ficam apenas com um prémio de compensação: o termo "crânio" ainda é masculino – embora, realmente, ele possa estar rapidamente a ser substituído por "capacidade"… Feminina, claro!

Não que a Antero de Quental tenha tido muitos 20s – na realidade, não teve nenhum dos 7 que a Região conseguiu este ano ao nível dos alunos internos, e aí já está a perder. No campeonato dos "20s", S. Roque do Pico e as Laranjeiras, cada uma com 2, e a Domingos Rebelo, a Lagoa e a Praia da Vitória, cada uma com 1, têm a dianteira.
Mas a verdade é que a partir dos 18 valores não há razão para o aluno não ser considerado "crânio". E quando se alarga o critério, as coisas mudam. Nos Açores houve este ano 180 alunos que atingiram essa média, o que representa apenas 3,7% de todas as provas. Um dado curioso: trata-se exactamente a mesma percentagem que existe a nível nacional (foram 13.612 notas a partir de 18, para um total de 367.760 provas, embora contabilizando todas as provas e não apenas as dos alunos internos; quando o fazemos, os Açores perdem: apenas 3,24% das provas foram acima dos 18 valores).
O facto é que a Antero de Quental teve 7,16% das provas acima desse valor mágico – o que é o maior valor regional. Segue-se a Tomás de Borba (na Praia da Vitória), com 6,8%, a Secundária de S. Roque do Pico com 6,45%. Só a seguir é que voltam a entrar escolas de S. Miguel: a Domingos Rebelo com 5,13% e as Laranjeiras com 4,66%.
Quando se cruzam os crânios com as provas positivas, o cenário muda novamente de figura: de entre as positivas, a escola que tem mais 18s é a de S. Roque do Pico, seguindo-se a Secundária Tomás de Borba e só depois a Antero de Quental. O ranking muda, mas as "3 mais" são as mesmas – de resto, estas são as únicas 3 escolas que têm mais de 10% das provas positivas acima dos 18 valores.
Houve apenas 2 provas de alunos com 19 anos neste pelotão e 3 com 18. E como que a querer provar que quando se é inteligente é-se desde miúdo, os números não deixam mentir: a esmagadora maioria das provas pertenceu a miúdos com 17 anos de idade 69%), enquanto que os restantes 28% foram de alunos com apenas 16 anos de idade.
Mas há também o acentuar de uma tendência que pode ser considerada estranha: é que apesar de haver mais ou menos o mesmo número de rapazes e de raparigas na população, os exames estão já claramente dominados pelo sexo feminino - quer em número de provas totais quer na percentagem de crânios.
Este ano, das 4.869 provas de alunos internos, 62,9% foram realizadas por raparigas – uma taxa de mais ou menos 2 em cada 3 provas. Essa tendência até aumenta ligeiramente em termos da percentagem de crânios: 63,3% das provas com mais de 18 foram feitas por raparigas.
A este nível, os rapazes ficam apenas com um prémio de compensação: o termo "crânio" ainda é masculino – embora, realmente, ele possa estar rapidamente a ser substituído por "capacidade"… Feminina, claro!
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-04 12:15:46
Visualizações: 137
Data: 2008-11-04 12:15:46
Visualizações: 137
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