Espécies invasoras ameaçam Reserva Natural da Lagoa do Fogo
A quantidade e variedade de plantas invasoras têm aumentado de modo contínuo na Reserva Natural da Lagoa do Fogo.



Segundo a liga dos amigos da Lagoa do Fogo, "a Lagoa do Fogo está a tornar-se, gradualmente, numa reserva de espécies invasoras".

"Numa breve descida à lagoa é possível encontrar uma espécie de margarida (Erigeron karwinskianus), dezenas de criptomérias (Cryptomeria japonica), dispersas e de variados tamanhos, formações de conteira (Hedychium gardneranum) com diferentes dimensões, um elevado número de fetos arbóreos (Sphaeropteris cooperi), várias árvores jovens de verdenaz (Clethra arborea), que já não é uma invasora apenas localizada na zona leste da ilha, acácia (Acacia melanoxylon), um arbusto semelhante aos brincos-de-princesa (Leycesteria formosa), com as suas bagas vermelhas com numerosas sementes, disponíveis para as aves transportarem, e até o incenso (Pittosporum undulatum)", afirma aquele movimento que iniciará as suas actividades com a realização de uma acção simbólica, este mês.

Acrescenta que existem também várias espécies "nitidamente introduzidas acidentalmente pelos visitantes", nomeadamente nespereira, araçazeiro e macieira. Para além disso, existe também uma espécie invasora aquática (Egeria densa) muito conhecida na Lagoa das Sete Cidades. Existem ainda plantas ruderais, comuns em zonas sob forte influência humana, como a avoadeira (Conyza bonariensis) e a erva mole (Holcus lanatus), a invadir vários habitats, incluindo zonas húmidas.

"É necessário travar este processo de um modo célere e sem hesitações. Todos temos obrigação de participar, e ninguém deve esperar que os outros resolvam este problema, em especial as comunidades mais próximas", sublinha a liga dos amigos da Lagoa do Fogo, que quer mobilizar os cidadãos para travar este processo degenerativo na Lagoa do Fogo.

Instituída reserva natural em 1974, a referida associação considera que "embora a lagoa seja classificada como sítio de importância comunitária, a reserva natural já não corresponde à visão idílica do passado".

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Fonte: DA
Data: 2008-11-04 12:29:03
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