Proposta de Bruxelas ‘é má’ e prejudica a pesca selectiva
A proposta de Bruxelas de diminuir as quotas de captura de pescado, como o chicharro na ordem dos 15% para os Açores, não foi bem recebida pelos pescadores açorianos, alguns dos quais manifestam mesmo a sua insatisfação face à decisão, criticando a medida que consideram "desajustada" da realidade.
Com esta diminuição, a vingar a proposta, o preço do pescado ao consumidor vai disparar, mas o preço de venda em lota pouco ou nada se altera, dizem os homens do mar, a que o Presidente da Federação das Pescas dos Açores acrescenta: "A tendência é de aumentar a selectividade na captura, menos por melhor preço", ou seja, vai pescar-se cada vez menos no espaço europeu.
Liberato Fernandes refere que algumas espécies de pouco valor comercial, como o chicharro, vão ter mais valor, mas hoje em dia com tantas medidas restritivas por parte da União Europeia a vida não é fácil para os pescadores. A proposta de Bruxelas para o sindicalista não faz sentido, "é centralizadora" e só dá a conhecer a "má gestão" que o centro decisor da comunidade faz do sector e para as capturas.
Tudo seria diferente – diz Liberato Fernandes – se Portugal tivesse a soberania da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) com a consequente valorização dos seus recursos. "Só assim seria possível uma melhoria das condições de vida dos pescadores". Sabendo da dificuldade que será obter a soberania dos mares, o Presidente da Federação das Pescas entende que esta "é uma luta que deve continuar, não só por parte dos governos e dos pescadores, mas também por toda a sociedade, que também passa a comer peixe mais caro. Essa é uma luta que não pode parar até que os objectivos sejam atingidos". Para além disso, é fundamental, reafirma, que se veja que se o sector da pesca colapsar – por má gestão comunitária – "são também uma série de actividades – conserveira, construção e reparação naval, venda e congelamento de peixe -, que fracassam e consequentemente uma parte da economia dos Açores, à semelhança do que pode acontecer em Peniche, Viana do Castelo e litoral algarvio, entre outras regiões que vivem da Pesca.
Liberato Fernandes não tem dúvidas de que a actuação de Bruxelas com as propostas que adopta afectam a pequena pesca selectiva. São medidas desfavoráveis para os pescadores e são más para uma gestão sustentada das pescarias. A União Europeia tem vindo a dificultar os stocks de algumas pescarias, dado que as quotas não são favoráveis à estabilidade dos stocks. Essas propostas sobre as pequenas pescarias tem a ver, segundo Liberato Fernandes, com o facto de a União Europeia não ter coragem de actuar e impedir "os arrastos de grande profundidade e redes de emalhar. Existe um núcleo de pesca industrial com grande capacidade de captura. É sobre essa que a UE não consegue controlar e daopta medidas que prejudica a pequena pesca selectiva".
Para o Presidente da Federação das Pescas dos Açores, o pescador não tem de ser sinónimo de ganhar mal e de ter o estatuto de marginal, onde existe um belo exemplo onde ser pescador é uma excelente profissão: a Noruega. Nesse país "os pescadores têm condições de vida muito superiores a de outras profissões".

Com esta diminuição, a vingar a proposta, o preço do pescado ao consumidor vai disparar, mas o preço de venda em lota pouco ou nada se altera, dizem os homens do mar, a que o Presidente da Federação das Pescas dos Açores acrescenta: "A tendência é de aumentar a selectividade na captura, menos por melhor preço", ou seja, vai pescar-se cada vez menos no espaço europeu.
Liberato Fernandes refere que algumas espécies de pouco valor comercial, como o chicharro, vão ter mais valor, mas hoje em dia com tantas medidas restritivas por parte da União Europeia a vida não é fácil para os pescadores. A proposta de Bruxelas para o sindicalista não faz sentido, "é centralizadora" e só dá a conhecer a "má gestão" que o centro decisor da comunidade faz do sector e para as capturas.
Tudo seria diferente – diz Liberato Fernandes – se Portugal tivesse a soberania da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) com a consequente valorização dos seus recursos. "Só assim seria possível uma melhoria das condições de vida dos pescadores". Sabendo da dificuldade que será obter a soberania dos mares, o Presidente da Federação das Pescas entende que esta "é uma luta que deve continuar, não só por parte dos governos e dos pescadores, mas também por toda a sociedade, que também passa a comer peixe mais caro. Essa é uma luta que não pode parar até que os objectivos sejam atingidos". Para além disso, é fundamental, reafirma, que se veja que se o sector da pesca colapsar – por má gestão comunitária – "são também uma série de actividades – conserveira, construção e reparação naval, venda e congelamento de peixe -, que fracassam e consequentemente uma parte da economia dos Açores, à semelhança do que pode acontecer em Peniche, Viana do Castelo e litoral algarvio, entre outras regiões que vivem da Pesca.
Liberato Fernandes não tem dúvidas de que a actuação de Bruxelas com as propostas que adopta afectam a pequena pesca selectiva. São medidas desfavoráveis para os pescadores e são más para uma gestão sustentada das pescarias. A União Europeia tem vindo a dificultar os stocks de algumas pescarias, dado que as quotas não são favoráveis à estabilidade dos stocks. Essas propostas sobre as pequenas pescarias tem a ver, segundo Liberato Fernandes, com o facto de a União Europeia não ter coragem de actuar e impedir "os arrastos de grande profundidade e redes de emalhar. Existe um núcleo de pesca industrial com grande capacidade de captura. É sobre essa que a UE não consegue controlar e daopta medidas que prejudica a pequena pesca selectiva".
Para o Presidente da Federação das Pescas dos Açores, o pescador não tem de ser sinónimo de ganhar mal e de ter o estatuto de marginal, onde existe um belo exemplo onde ser pescador é uma excelente profissão: a Noruega. Nesse país "os pescadores têm condições de vida muito superiores a de outras profissões".
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-12 16:44:03
Visualizações: 128
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