Atendimento nos centros de saúde vai ser avaliado
A qualidade de atendimento nos centros de saúde portugueses vai passar a ser certificada, no âmbito de um projecto do Ministério da Saúde, que visa distinguir o trabalho desenvolvido nestas unidades.


O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, decidiu fazer a apresentação nacional desta nova marca de qualidade, ontem em Bragança, por os centros de saúde desta região estarem em condições de serem os primeiros a receber a certificação.

A partir de segunda-feira, os 355 centros de saúde e 1840 extensões de todo o país podem começar a apresentar as candidaturas à nova marca "Atendimento de Qualidade Reconhecido", criada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com as previsões do coordenador da missão, as auditorias para avaliar se as unidades têm condições para receber a certificação começarão a ser feitas a partir de meados de Janeiro.

Uma equipa de auditores do Ministério da Saúde fará essa avaliação, com auditores especializados, chamados "clientes-mistério", que se deslocarão incógnitos aos centros de saúde simulando uma situação de doença para fazerem a avaliação das condições em que é recebido o utente.

Os centros de saúde aprovados vão passar a ter afixada a nova marca, que tem como objectivo estimular a melhoria do atendimento na prestação de cuidados primários de saúde.

O coordenador da missão acredita que os centros de saúde desta região estão em condições de serem os primeiros a receber a nova marca.

Apesar das carências existentes no Nordeste Transmontano ao nível das especialidades médicas, a prestação de cuidados primários, nos centros de saúde, é apontada como "exemplar" a nível nacional.

Os cerca de 160 mil utentes do distrito têm médico de família e os centros de saúde têm sido dotados de valências que só existiam nos hospitais, como fisioterapia, terapeutas de diversas áreas e até dentistas.

Os últimos dados, recolhidos em Outubro, revelaram que dois terços dos utentes conseguem marcar uma consulta no médico de família em menos de um mês. Para o terço que demora mais do que este prazo, a subregião já implementou um programa com vista a melhorar a acessibilidade às consultas.

Outras das lacunas detectadas é a falta de informação, já que alguns utentes revelaram desconhecer a existência de alguns serviços nos respectivos centros de saúde, nomeadamente o recurso ao dentista.
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Fonte: DA
Data: 2008-11-14 15:15:05
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