Professores abandonam reunião com ministra
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, já deixou o Ministério da Educação.
Pouco mais de meia-hora depois de entrar, cumpriu a posição aunciada de "abandonar as negociações" caso a ministra não suspendesse a avaliação. "Não há propostas, a ministra recusou suspender o processo de avaliação", disse Mário Nogueira. "A ministra não tinha qualquer proposta. Convocou-nos para uma reunião e disse que queria ouvir a nossa opinião", acrescentou, à saída da reunião. "A nossa opinião é que este processo de avaliação tem de ser imediatamente suspenso", acrescentou. Argumento ao qual a ministra não foi sensível, com a Fenprof a abandonar, assim, a reunião.
"Perante as famílias, os alunos e o país, responsabilizamos o Ministério da Educação e o Governo por tudo o que puder acontecer este ano lectivo e tiver reflexo na aprendizagem dos alunos", disse Mário Nogueira.
"A aplicação deste modelo e teimosia em mantê-lo está a a provocar a degradação do ensino", acrescenta a Fenprof. Segundo Mário Nogueira, a ministra disse, apenas, "perceber as dificuldades" do actual sistema de avaliação está a causar nas escolas .Não pelo modelo em si, mas pela resistência dos professores", terá dito Maria de Lurdes Rodrigues, revelou o secretário-geral da Fenprof. "Os professores não vão abdicar desta exigência: a suspensão do modelo de avaliação", disse Mário Nogueira, deixando a porta aberta a "novas formas de luta", a partir de 12 de Dezembro. Ainda assim, reiterou o que havia dito à entrada para a reunião. "Estamos preparados para começar a discutir já um novo modelo de avaliação". O sindicalista afirmou ainda que os professores estão mais unidos e que até ao final da semana espera que duas centenas de escolas tenham suspendido este modelo da avaliação dos professores. Contactado pela Lusa logo após o abandono da Fenprof, fonte do gabinete do ministério da Educação afirmou apenas que a ministra continuará a estabelecer os contactos previstos, não acrescentando qualquer comentário. A ministra da Educação prosseguiu ontem uma série de contactos com parceiros sociais para discutir o processo de avaliação dos professores, depois de na terça-feira ter recebido o Conselho Científico para a Avaliação de Professores, o Conselho Nacional de Educação, o Conselho das Escolas, a Confederação Nacional das Associações de Pais, a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação e outras entidades. Os sindicatos dos professores são recebidos no ministério para uma ronda de reuniões sobre o processo de avaliação de desempenho. Na terça-feira, o ministério recebeu a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), o Conselho Nacional de Educação e o Conselho de Escolas (CE), tendo estado também reunida com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE). Em declarações à Lusa no final da reunião, o presidente do CE, Álvaro Almeida dos Santos, afirmou que o modelo de avaliação não pode ser mantido tal como está e deve ser suspenso ou sofrer alterações.

Pouco mais de meia-hora depois de entrar, cumpriu a posição aunciada de "abandonar as negociações" caso a ministra não suspendesse a avaliação. "Não há propostas, a ministra recusou suspender o processo de avaliação", disse Mário Nogueira. "A ministra não tinha qualquer proposta. Convocou-nos para uma reunião e disse que queria ouvir a nossa opinião", acrescentou, à saída da reunião. "A nossa opinião é que este processo de avaliação tem de ser imediatamente suspenso", acrescentou. Argumento ao qual a ministra não foi sensível, com a Fenprof a abandonar, assim, a reunião.
"Perante as famílias, os alunos e o país, responsabilizamos o Ministério da Educação e o Governo por tudo o que puder acontecer este ano lectivo e tiver reflexo na aprendizagem dos alunos", disse Mário Nogueira.
"A aplicação deste modelo e teimosia em mantê-lo está a a provocar a degradação do ensino", acrescenta a Fenprof. Segundo Mário Nogueira, a ministra disse, apenas, "perceber as dificuldades" do actual sistema de avaliação está a causar nas escolas .Não pelo modelo em si, mas pela resistência dos professores", terá dito Maria de Lurdes Rodrigues, revelou o secretário-geral da Fenprof. "Os professores não vão abdicar desta exigência: a suspensão do modelo de avaliação", disse Mário Nogueira, deixando a porta aberta a "novas formas de luta", a partir de 12 de Dezembro. Ainda assim, reiterou o que havia dito à entrada para a reunião. "Estamos preparados para começar a discutir já um novo modelo de avaliação". O sindicalista afirmou ainda que os professores estão mais unidos e que até ao final da semana espera que duas centenas de escolas tenham suspendido este modelo da avaliação dos professores. Contactado pela Lusa logo após o abandono da Fenprof, fonte do gabinete do ministério da Educação afirmou apenas que a ministra continuará a estabelecer os contactos previstos, não acrescentando qualquer comentário. A ministra da Educação prosseguiu ontem uma série de contactos com parceiros sociais para discutir o processo de avaliação dos professores, depois de na terça-feira ter recebido o Conselho Científico para a Avaliação de Professores, o Conselho Nacional de Educação, o Conselho das Escolas, a Confederação Nacional das Associações de Pais, a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação e outras entidades. Os sindicatos dos professores são recebidos no ministério para uma ronda de reuniões sobre o processo de avaliação de desempenho. Na terça-feira, o ministério recebeu a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), o Conselho Nacional de Educação e o Conselho de Escolas (CE), tendo estado também reunida com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE). Em declarações à Lusa no final da reunião, o presidente do CE, Álvaro Almeida dos Santos, afirmou que o modelo de avaliação não pode ser mantido tal como está e deve ser suspenso ou sofrer alterações.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-20 14:40:51
Visualizações: 137
Data: 2008-11-20 14:40:51
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